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1 - INTRODUÇÃO
2 - PRÊMIOS DE PRODUÇÃO E INCENTIVOS SALARIAIS
2.1 - Definição e Objetivos
2.2 - Plano de Incentivo Salarial com base em diversos fatores
2.3 - A Base Fundamental de cálculo de um Prêmio de Produção
2.4 - Condições de sucesso de um Prêmio de Produção
3 - A PRODUTIVIDADE INDUSTRIAL
3.1 - Definição
3.2 - Objeto Da Produtividade industrial
- A mão de obra direta
3.3 - Fator Da Produtividade Industrial
- O Ritmo de Trabalho
- Componentes do Ritmo de Trabalho
- Habilidade do Operador
- Esforço do Operador
- Variação da Habilidade e do Esforço
- Ritmo Normal
- Ritmo Abaixo do Normal
- Ritmo Acima do Normal
3.4 - Ritmo de Trabalho e Produtividade Industrial
- A Semelhança
- A Diferença
- A Normalização do Ritmo de um Tempo Padrão
- O Cálculo Simplificado de um Tempo Padrão
3.5 - Cálculo da Produtividade Industrial
- Produtividade de uma pessoa
- Produtividade de um setor de fábrica
- Produtividade de uma fábrica
- O Dado Principal no cálculo da Produtividade
3.6 - O Controle da Produtividade
- Pontos Básicos De Sucesso
- Controles
- Individual
- Coletivo
3.7 - Influência da produtividade na Produção Industrial
3.8 - Viabilidade Econômica de um Controle de Produtividade
4 - PRÊMIOS DE PRODUÇÃO COM BASE NA PRODUTIVIDADE
4.1 - Da Tabela de Prêmio
4.2 - Tipos de Prêmios de Produção
- Prêmio de Produção Coletivo
- Prêmio de Produção Individual
- Prêmio de Produção Misto
5 - EXEMPLO DE APLICAÇÃO DE UM PRÊMIO DE PRODUÇÃO
COLETIVO
5.1 - Controle da Produção realizada
5.2 - Controle das Horas Paradas
5.3 - Resumo Mensal da Produtividade do Setor
5.4 - Aplicação do Prêmio de Produção Coletivo
6 - EXEMPLO DE APLICAÇÃO DE UM PRÊMIO DE PRODUÇÃO
INDIVIDUAL
6.1 - O Apontamento da Produção
6.2 - As Fichas de Controle da Produtividade
6.3 - Aplicação do Prêmio de Produção Individual
7 - EXEMPLO DE APLICAÇÃO DE UM PRÊMIO PARA A SUPERVISÃO
DA PRODUÇÃO
7.1 - A Tabela de Prêmio
7.2 - A Aplicação do Prêmio
8 - EFICIÊNCIA INDUSTRIAL
8.1 - Definição
8.2 - Objeto da eficiência Industrial
- A Mão De Obra Indireta
8.3 - Fator da Eficiência lndustrial
8.4 - Influências externas sobre a Eficiência
- Situação do Mercado
- Situação Econômica
- Situação da Concorrência
- Situação da Matéria Prima
- Situação da Mão de Obra
- A Situação Tecnológica
8.5 - Incremento da Eficiência Industrial
8.6 - O Cálculo da Eficiência
8.7 - O Controle da Eficiência
8.8 - Influência da Eficiência na Produção Industrial
- Influência da Supervisão da Produção
- Influência da Racionalização Industrial
- Influência da Engenharia
- Influência da Manutenção
- Influência do Planejamento de Produção
- Influência do Abastecimento das Matérias Primas e
Materiais Auxiliares
- Influência do Controle de Qualidade
- Influência das Relações Industriais
9 - O PRÊMIO DE PRODUÇÃO DA MÃO DE OBRA INDIRETA COM
BASE NA EFICIÊNCIA
9.1 - A Tabela do Prêmio
9.2 - No Controle da Eficiência de uma Máquina
9.3 - No Controle de Eficiência de um Setor de Produção
9.4 - No Controle da Eficiência de uma Fábrica
10 - A VIABILIDADE ECONÔMICA DE UM PRÊMIO DE PRODUÇÃO
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Através dos anos, muitas mudanças tem surgido na maneira de serem
produzidos bens e serviços. Anteriormente a Revolução Industrial, o
trabalho era feito por artesãos que desenvolviam seus próprios
ofícios e, com o auxílio de ferramentas relativamente simples,
produziam o produto totalmente, tal como um par de sapatos ou peças
de roupas. Os artesãos vendiam seus produtos diretamente aos
consumidores ou a um intermediário por um preço fixo ou, caso
fossem vassalos de um dono de terra, pagavam sua sobrevivência com
trabalho em vez de dinheiro. Alguns artesãos trabalhavam em fábricas
e eram geralmente pagos na base de preço por peça.
Durante a segunda metade do século XVIII, uma revolução teve
lugar nos métodos de produção e na organização do trabalho. A
mudança básica foi a transferência da habilidade do trabalhador
para a máquina. Para uma dada operação, mais habilidade foi sendo
transferida para a máquina, exigindo cada vez menos habilidade do
trabalhador. As máquinas semi-automáticas que entraram em uso,
necessitavam apenas de uma pessoa não experimentada para
fornecer-lhes material e remover a peça acabada, e, em caso de
máquinas automáticas, nenhum operador era necessário. A
transferência de habilidade, entretanto, não e diretamente
associada a divisão do trabalho, ao sistema de produção fabril ou ao
uso de energia na indústria. De fato, as fábricas existiam desde
tempos antigos até o tempo da Revolução Industrial. Os artesãos
trabalhavam debaixo de um teto comum; havia alguma divisão de
trabalho e a energia hidráulica era disponível em algumas fábricas.
Entretanto foi o conceito de transferência de habilidade que
revolucionou os métodos de produção, primeiramente na Inglaterra,
na indústria de fiação e tecelagem. Então, a idéia se espalhou
rapidamente para muitas outras áreas e para outras partes do
mundo. As fábricas eram equipadas com máquinas movimentadas por
energia a vapor d´ água, pois, nessa época, a máquina a vapor de
Watt foi aperfeiçoada e colocada em uso. Em muitos casos, cada
máquina era projetada para executar uma operação simples e homens,
mulheres e algumas vezes, crianças não habilitadas, eram
empregadas pra operá-las. Em geral, esse trabalho consistia
meramente em posicionar o material na máquina que formava ou
processava a peça e, então remover a peça acabada da máquina.
O novo sistema resultou em um enorme aumento na produção
industrial, menores custos unitários e menor preço de venda dos
produtos manufaturados, aumentando o consumo e a demanda e
trabalho nas fábricas.
Durante cem anos, desde cerca de 1775 até a segunda metade do
século XIX, grande ênfase foi dada a invenção e desenvolvimento
de novos produtos, a melhoria as máquinas-ferramenta e de
processos de manufatura e à expansão as indústrias. O número de
trabalhadores industriais aumentou grandemente; porém maior atenção
e esforço eram dados a expansão e aumento dos aspectos físicos a
produção do que, ao bem-estar dos trabalhadores industriais.
Na segunda metade do século XIX, a administração científica entrou
em cena e teve uma influência profunda no mundo industrial. Taylor,
Gantt, os Gilbreth e outros pioneiros usaram a abordagem científica
na organização do trabalho e no projeto dos métodos de trabalho.
Seus métodos resultaram no aumento da produtividade e, ainda, em
menores custos de produção, juntamente com o aumento dos salários
para o trabalhador. Sob a administração científica, estudos
completos e detalhados e experimentação foram realizados para
determinarem o processo de produção mais econômico e o melhor
método para se executar cada serviço. O trabalhador era
selecionado e treinado para fazer o serviço de maneira
pré-estabelecida e era pago de acordo com a sua produção.
Os valores por peça vinham sendo usados, desde tempos remotos,
como um método de remuneração e alguma forma de incentivo
salarial tornou-se uma parte integrante do novo sistema de
administração. Devido aos resultados espetaculares a
administração científica houve uma demanda maior de pessoas para
implantar este sistema na indústria do que de pessoas qualificadas
disponíveis. Infelizmente, consultores incompetentes e
inescrupulosos entraram em cena. Isso, juntamente com a redução
os padrões deliberada por alguns administradores, produziu muitas
aplicações insatisfatórias e algumas falhas. Devido a esses
problemas, houve a oposição de alguns trabalhadores e sindicatos
a administração científica. Essa reação durou um bom número de
anos até superar os efeitos ruins causados pelos "peritos" e
produzir uma melhoria na situação. Foram desenvolvidos métodos e
técnicas novas e melhores; colégios e universidades nos EE.UU.,
formaram cada vez mais pessoas treinadas e a administração passou
a realizar suas funções e uma maneira mais satisfatória. Foi
restaurada confiança no sistema global da administração, inclusive
o pagamento de salários baseados em resultados, onde tais sistemas
eram praticáveis.
Com o crescimento industrial e o aumento da produtividade, houve
um aumento gradual nos benefícios proporcionados aos
trabalhadores de fábrica, em adição a bonificação paga por alta
produtividade, tais como melhor iluminação, aquecimento e
ventilação, salas de lanche e serviços de alimentação, instalações e
programas de recreação a empresa. Embora a administração
científica, tal como foi proposta por Taylor e seus seguidores, seja
bem ampla em seus objetivos e se aplique tanto à mão de obra direta
como indireta, as aplicações, durante o período de 1985 a 1930,
freqüentemente importavam na medida do trabalho e no uso de
sistemas de incentivo salarial como um meio e incrementar a
produtividade e reduzir os custos.
E o Brasil, com relação a tudo que foi dito, como se situa nessa área
e incentivo salarial, como se apresenta no momento?
Algumas indústrias, geralmente multinacionais, adotam sistemas e
incentivos salariais em bases científicas, principalmente aquelas
onde a mão de obra direta, é fator preponderante na formação do
custo dos seus produtos e a produção é de alta série.
Existe um conceito totalmente errôneo no índice de produtividade,
tão alardeado pelas áreas governamentais, por ocasião os dissídios
coletivos, gerando incompreensão e desconfiança por parte e todos
os setores envolvidos.
Como é possível pagar um índice único de produtividade a uma classe
trabalhadora, mesmo que seja para uma ramificação específica o
mercado, se cada fábrica possui as suas próprias características,
peculiaridades, processos e métodos. Também a produtividade que
alcança cada trabalhador, é diferente de outro, na mesma linha de
produção, o que torna patente a impraticabilidade desse sistema.
A base de aplicação de um incentivo salarial será sempre a
Organização Científica do Trabalho, caminho inexorável, fora do
qual nenhum progresso será obtido.
Como isso pode ser levado a efeito, é o que este livro procurará
mostrar. Preparem-se, pois, a classe operária brasileira inicia
movimentos exigindo esse benefício.
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