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1 - INTRODUÇÃO
2 - A INDÚSTRIA
3 - A PRODUÇÃO INDUSTRIAL
3.1 - Produção em Série
3.1 - Produção sob encomenda
4 - A ORGANZAÇÃO INDUSTRIAL
4.1 - Organograma básico de uma Indústria
4.2 - O Processo de Produção, a Operação e os Elementos da
Operação
5 - A IDÉIA DE PADRÃO DE TRABALHO
6 - TEMPOS & MÉTODOS - Sua Importância na indústria
7 - CRONOMETRISTRA - O homem e a Profissão
8 - ESTUDO DE TEMPOS E MÉTODOS
8.1 - Sistemas de Medidas de Tempo
8.2 - Tipos de Cronômetros
8.3 - Folha de análise para o Estudo de Tempos
8.4 - Análise da Operação
8.5 - Divisão dos Elementos da Operação
8.6 - Freqüência dos Elementos (I)
8.7 - Pontos de Leitura
8.8 - Anotação dos Tempos
8.9 - Posição para a Cronometragem
8.10 - Número de Observações
8.11 - Nivelamento dos Tempos
8.12 - Normalização dos Tempos
8.12.1 - Fator de Eficiência (Habilidade e Esforço)
8.13 - Fadiga, Monotonia e Tolerâncias Pessoais
8.14 - Outras Tolerância
8.15 - Freqüência dos Elementos (II)
8.16 - Tempo Padrão
8.16.1 - Tabela de Tempos Padrões
8.17 - O bom senso e a Lógica na determinação de um Tempo
Padrão
9 - EXEMPLOS DE CRONOMETRAGENS
9.1 - Cronometragem de uma prensa no corte de peças
9.2 - Cronometragem de uma laminação de barras e uma siderúrgica
9.3 - Cronometragem de uma operação, onde existe uma "espera"
9.4 - Cronometragem de uma operação de retífica, quando varia o
número de passes no acabamento
10 - A RACIONALIZAÇÃO INDUSTRIAL – OBJETIVO FINAL
11 - APÊNDICE
11.1 - Método de treinamento para avaliação da habilidade e
Esforço do Operador
11.2 - Produtividade a 100 e a 60
11.3 - Exemplos simples de melhoria de métodos
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Inicialmente diremos que o Estudo dos Tempos, teve sua origem na
Oficina Mecânica de Midvale Steel Company em 1881 e que Frederick
Winslow Taylor foi seu criador. Sendo grande este trabalho de
Taylor, não ficou nele a sua contribuição ao desenvolvimento
industrial. A ele deve-se a invenção dos aços rápidos do descobrimento
e determinação das variáveis que influem no corte dos metais, a
criação de um sistema funcional de organização, o desenvolvimento
deste sistema ou filosofia conhecido como Organização Científica
do Trabalho. A contribuição de Taylor, problema de uma utilização
efetiva do esforço humano na indústria é tão importante que
julgamos ser muito útil, passarmos em revista seus trabalhos
neste campo.
Taylor descendia de uma família a Filadélfia, fez estudos
preparatórios na Academia Philipis Exeter para entrar na
Universidade de Harvard, o que conseguiu com o grau de honra,
depois de um ano e meio na Academia já referida, porém este
esforço prejudicou-lhe seriamente a visão, obrigando-o a desistir
da idéia de estudar, quando contava dezoito anos. Entrou para
um oficina mecânica onde começou a trabalhar como aprendiz
em máquinas e ferramentas. Em 1878 com a idade de vinte e
oito anos, transferiu-se para a Oficina e Midvale Steel como
operário comum, devido a má situação econômica geral naquela
época; foi promovido rapidamente a torneiro, chefe de seção,
contramestre de Oficina, e com trinta e um anos já era
engenheiro chefe das Oficinas. Nos primeiros tempos da
Midvale, Taylor voltou aos estudos, fazendo-os a noite no
Instituto Stevens, obtendo em 1883 o título de engenheiro
mecânico.
Em 1898 Taylor entrou para a Bethlehem Steel Works e tinha a
tarefa de aperfeiçoar os métodos em várias seções da fábrica.
Uma das tarefas que mais lhe chamou a atenção foi o trabalho
com a pá. Havia uma quantidade de empregados que variava e
400 a 600 e que a grande parte de suas tarefas era o trabalho
com a pá. O material freqüentemente trabalhado era o minério,
vindo logo a seguir por ordem de importância, o carvão.
Taylor observou que cada operário tinha a sua própria pá, e
preferia-na, à que lhes era fornecida. Um encarregado
supervisionava 50 a 60 operários, e durante o dia trabalhavam
com diversos materiais. O local onde trabalhavam media três
quilômetros quadrados, o que fazia com que o grupo se dispersasse
por uma superfície relativamente grande. Depois de uma
investigação Taylor ficou sabendo que os operários levavam cargas
que variavam de 1,5 quilos quando manipulavam carvão até 17 quilos
por cada pá, quando manipulavam minério. Imediatamente se
entregou a tarefa de determinar qual seria a carga da pá, que
permitiria a um operário de 1° categoria mover a maior quantidade
e matéria na jornada de trabalho.
Destacou bons operários para trabalhar em dois pontos do local e
colocou dois observadores com cronômetros para estudarem os seus
trabalhos. No princípio usaram as pás grandes, com as quais
moviam-se as cargas pesadas. Em seguida cortou-se as extremidades
da pá para que não fosse possível apanhar um quantidade tão grande
e anotou-se a tonelagem manipulada. Esse procedimento foi
continuando com cargas muito pesadas e cargas muito leves
alternadamente.
Os resultados destes estudos mostraram que um homem poderia
manipular um máximo de matéria na jornada de um trabalho,
carregando a pá com 9,75 quilos em média.
Assim quando o operário tinha de manipular minério, dava-se-lhe uma
pá pequena cuja capacidade era de 9,75 quilos justos e quando tinha
de movimentar material leve, uma pá grande lhes era entregue,
porém com a capacidade máxima de 9,75 quilos.
Foi instalada uma sala de ferramentas e se compraram pás especiais
que eram fornecidas aos operários, a medida que as necessitavam.
Além deste estudo Taylor introduziu um departamento de
planejamento para determinar e antemão o trabalho que se devia
realizar no páteo. Este departamento dava instruções aos
empregados todas as manhãs sobre a natureza do trabalho a
realizar, as ferramentas necessárias, etc. Em lugar do trabalho
ser realizado por grupos e operários para este fim contratados,
mediu-se e pesou-se o trabalho realizado por casa operário ao
fim a jornada pagando-se aos que tivessem realizado a
quantidade de trabalho específica uma bonificação
(60% acima do salário) e se por qualquer motivo um operário
não produzia para ganhar a bonificação, enviava-se o mesmo
a um instrutor para ensinar-lhe realizar o trabalho de maneira
correta.
Depois de 3 anos Taylor fazia com somente 140 homens o trabalho
que antes necessitava cerca de 400 a 600 homens. Depois de pagar
todas as despesas e implantação deste novo método, em 6 meses
conseguiu uma economia de cerca e 40 mil dólares.
Não podemos ler sobre as experiências de Taylor com relação a
arte de cortar metais, estudo sobre pausas de manipulação de
lingotes de ferro e suas investigações sobre o trabalho com a pá,
sem dar-nos conta e que ele era um cientista de grande categoria.
Para Taylor, da mesma forma que para a moderna administração
industrial, o estudo de tempos era uma ferramenta puxada para
aumentar a eficiência global da fábrica, tornando possível, o
pagamento de melhores salários, e preços mais baixos para os
produtos.
O Estudo de Tempos não pode ser apresentado sem fazer-se
constantes referências ao trabalho realizado por Frank B. Gilbreth
e sua esposa Lílian M. Gilbreth.
A história dos trabalhos dos Gilbreths é grande e fascinante. A
Sra. Gilbreth com seus conhecimentos de psicologia e o Sr. Gilbreth
com a sua formação em engenharia, se completavam num caminho
único para realizarem um trabalho em que estava incluído a
compreensão do fator humano bem como conhecimentos dos
materiais, ferramentas e instalações.
Neste estudo consideremos apenas a contribuição dos Gilbreths em
seus trabalhos sobre o diagrama de processo, estudo dos movimentos.
Em 1885, Gilbreth jovem de 17 anos entrou empregado de um
empreiteiro de obras. Nesta época a maioria das obras eram
revestidas em sua fase final com tijolos, ele começou a aprender
o ofício de pedreiro. Fez a carreira rapidamente, no princípio este
século era empreiteiro por conta própria. Desde o inicio Gibreth
observou que cada pedreiro tinha seu próprio método e trabalho
não havendo dois que trabalhassem de forma semelhante.
Por exemplo: Um pedreiro utilizava uma série e movimentos quando
trabalhava depressa, outra série de movimentos quando trabalhava
lentamente, e ainda outra série quando ensinava alguém o seu ofício.
Estas observações colocaram Gilbreth no caminho para encontrar a
forma de executar uma tarefa determinada. Seus esforços
resultaram tão frutíferos e seu entusiasmo cresceu tanto que
anos mais tarde deixou sua ocupação de empreiteiro a fim de
poder dedicar a totalidade de seu tempo a investigações e
aplicações do Estudo de Movimentos.
Outra grande contribuição dos Gilbreths à administração Industrial
foi sem dúvida alguma, o Estudo dos Micro movimentos, (MTM), esta
técnica foi por eles resolvida. Gilbreth desenvolveu outra técnica
qual seja a cronociclografia, também destinada aos estudos de
Movimentos. Esta técnica registra a trajetória dos movimentos
em 3 dimensões.
Hoje em dia, controvérsia sobre a utilização de uma ou outra técnica
(estudo de tempos e estudo de movimentos) já esta ultrapassada,
pois a moderna indústria, combinando as duas técnicas consegue
uma ferramenta de inestimável valor.
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